Mostrando postagens com marcador hospitalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hospitalidade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Formação das parcerias

Aristides Faria

Este artigo é a décima sexta edição de nossa coluna. Alcançamos esta semana a milésima postagem no blog [RH em Hospitalidade]. É interessante analisar os meios que percorremos para atingirmos tal marca, que não era uma meta. A principal reflexão que desenvolvo acerca do assunto é sobre as parcerias que formamos ao longo de um ano e meio para superarmos as mil mensagens.

Notem! São escritas cinco colunas semanais, sendo duas destas quinzenais, intercalando-se às sextas. Há uma nova em fase de planejamento, que irá ao ar aos sábados. Prezamos até agora o volume de informação, que acaba – talvez não tão naturalmente assim – por gerar tráfego, acessos ao blog. Além destes artigos, compartilhamos vídeos, slide shows, notícias e textos de terceiros, clipados a partir de fontes de alta credibilidade.

Todo este emaranhado de informações gerou mil postagens. Parece existir uma certa desorganização. Se eu estivesse sozinho neste trabalho isso seria verdade. Contudo, são cerca de trinta parceiros envolvidos de algum modo com nosso trabalho. Aliás, o blog é “apenas” uma interface para comunicação, envolvimento. Há um complexo negócio de assessoria em gestão de pessoas por trás de tudo isso, centralizando a operação.

A partir do dia 15 de junho, quando alcançamos a referida marca, passamos a focar em atividades marginais, paralelas ao blog. O objetivo é investir mais tempo, atenção e força intelectual em nossos parceiros e em redes sociais como Orkut e Twitter.

O motivo deste sucesso ou, pelo menos, destaque são as parcerias. A formação destas alianças vem sendo conduzida – hora por mim, hora pelos colegas – com base no princípio “ganha-ganha”, em que todos se beneficiam dos esforços colaborativos.

Penso que ao optarmos por um determinado tipo de parceria traçamos o destino de toda a aliança. Já conversamos em nossa coluna “Tendências do Turismo” que fatores como confiança e competências complementares fundamentam as alianças de sucesso e longo termo. É por isso que julgo o assunto como uma tendência. Aparentemente não é, mas saber e aprimorar-se em estabelecer, conduzir e saber ser conduzido em parcerias é/será o grande diferencial mercadológico de profissionais e empresas não só do segmento do Turismo.

Gosto de lembrar que o projeto do blog nasceu um tanto desacreditado, inclusive por mim. Surgiu apenas da necessidade pessoal/profissional de criar algo que preenchesse algumas lacunas em minha vida pessoal e profissional. Isso não garante sucesso nem para o melhor produto ou serviço que possa existir.

Apenas após algumas semanas consegui começar a convergir contatos/parceiros antigos, conhecimentos já guardados, projetos já arquivados e tidos como mortos, além de um ideal antigo: o de um RH focado em Turismo & Hotelaria. Apenas após algumas semanas notei que existia uma grande oportunidade também. Oportunidade de negócios!

É uma tendência – ou deve ser –, então, formar parcerias de longo prazo, perseverar e investir toda sua coragem em seus ideais, ainda que estes estejam um tanto empoeirados. Sigamos em frente! Sempre!


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Seleção de parceiros

Aristides Faria

Aconteceu em São Paulo, nos dias 27 e 28 de maio, a Feira EBS – Eventos Business Show. A feira reuniu fornecedores de produtos e serviços para realização de eventos diversos e também destinações para sediar tais acontecimentos.

Percebo em minha experiência que eventos deste tipo normalmente ignoram a possibilidade de realização de palestras e qualquer tipo de acontecimento paralelo, de certo modo, acadêmico. Não foram apresentações científicas exatamente, mas palestras muito interessantes com profissionais de segmentos inerentes a feira.

Daquelas que participei, a mais interessante foi a do competidor do Rally Paris-Dakar, Klever Kolberg. Sua exposição tratou, em verdade, de sua atividade atual, que é o desenvolvimento de uma empresa que oferece treinamentos vivenciais baseados em sua vivência no Paris-Dakar.

Com uma exposição bastante esclarecedora, envolvente e provocante, o palestrante nos brindou com uma fantástica visão de trabalho em equipe e, principalmente, do comprometimento às pessoas que os líderes devem apresentar.

Inclusive, abordou a velha questão sobre “quem é líder?” de forma bastante interessante. A idéia, compartilhada por mim, é a de que cada membro do time exerce a posição de liderança em determinados momentos. Por exemplo, o motorista do caminhão que leva a equipe de resgate e manutenção passa a ser o líder de toda a equipe no caso de uma moto quebrar no meio do deserto, deixando o piloto – virtual líder até então – sozinho no mar de areia.

Não sei bem se por minha expressão de satisfação ou apenas por conta de minha proximidade física (estava sentado na terceira fileira, em sua diagonal), o Klever me perguntou, assim como fez a outros colegas, quem seriam meus parceiros ideais. Por um instante pensei e respondi que seriam pessoas que me complementassem.

Com base nas respostas dos demais, ele direcionou a resposta a um destino muito bacana. Ele mostrou que a seleção de nossos parceiros acontece (ou deveria acontecer) com base no histórico de sucesso das pessoas. Ele disse que temos de escolher “as feras”. Os melhores em suas posições.

Particularmente, complementaria suas reflexões afirmando que não somos feitos apenas de competências técnicas, mas também de habilidades interpessoais.

Somos seres comunicacionais. Nem sempre o melhor mecânico será o mais bem preparado psicologicamente para suportar vinte dias longe de casa, imerso no deserto africano; ou mesmo o melhor Analista de Recursos Humanos será o mais bem preparado psicologicamente para suportar oito horas por dia em uma confortável sala acarpetada na Avenida Paulista.

Finalizo apontando para uma das tendências do turismo e do mercado de trabalho de um modo geral: a força da comunicação. O profissional pode ser uma referência em sua área de atuação, mas se não for competente o suficiente para compartilhar seu know how incorrerá em insucesso.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Alianças cooperativas

Aristides Faria

Fico contente quando os acontecimentos da vida coincidem com a proposta que desenvolvi para nossa coluna “Tendências do turismo”, que é fruto de uma aliança cooperativa com o blog Costa do Sol Turismo na pessoa de seu Editor Carlos Figueiredo.

Há 14 semanas publicamos nosso primeiro artigo, que foi uma apresentação acompanhada do conteúdo programático dos primeiros textos. Este cronograma é base para nosso planejamento de leituras e conexão com eventos de nossa rotina profissional.

Gostaria de compartilhar duas realizações recentes que provam o poder das alianças cooperativas – tema proposto há quatro meses para este artigo – no mundo dos negócios.

Parceria com o FQE: há um mês consolidamos uma nova parceria. Trata-se da coluna semanal “Qualidade & Excelência em Hospitalidade”, que vai ao ar por meio do Fórum da Qualidade & Excelência, liderado por Wendell Alexandre.

O Wendell é detentor de um sólido currículo na área da normatização e da gestão da qualidade. É uma pessoa empreendedora, que após eventos pessoais, lançou o FQE, uma aspiração antiga, mas que vem em boa hora. Fico feliz e honrado por participar de sua história profissional.

Os textos tratam sobre uma das tendências do turismo abordadas por aqui: as Normas Brasileiras de Regulamentação (NBR) da série 15.000, aplicáveis ao segmento de Turismo e Hospitalidade. Acredito profundamente neste projeto, se é que pode ser chamado assim. Penso que seja necessária uma intervenção – não necessariamente estatal – no mercado, no sentido de padronizar e balizar os indicadores de qualidade e bom desempenho. Vejo isso como uma espécie de moralização do setor.

Concurso: outra realização muito bacana foi minha aprovação na seleção pública para o cargo de Agente Administrativo (RH) do Conselho Regional de Representantes Comerciais do Estado de São Paulo (CORCESP). Fiquei na segunda colocação! Estou bastante contente, mas convicto de que esta realização é tão somente um passo estratégico no fortalecimento de objetivos maiores.

Escrevo este depoimento para compartilhar algumas realizações pessoais, que não seriam possíveis sem as pessoas que estão à nossa volta. São parceiros, amigos, colegas, clientes, fornecedores e entusiastas que acompanham nossas publicações diárias.

Sim, sou apaixonado pelo que faço. Amo minha profissão e o negócio que venho construindo diariamente. Contudo, a cada dia que passa, foco mais e mais os meus esforços na satisfação das pessoas que participam de alguma – e qualquer – forma de nossa carreira.

Pode parecer sem sentido, mas gostaria de agradecer a leitura de nossos textos e a participação na forma de e-mail’s que obtemos de diversas partes do globo. Quando comecei a trabalhar via web eu não imaginava que seria uma teia tão energizada e intensa. Valeu, moçada!

Um forte abraço!
Sucesso sempre,
Aristides Faria


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Caiçara Expedições na capa de A Tribuna

Eu acredito que devemos sempre festejar o sucesso de nossos amigos e, pensando assim, reporto para os meus leitores uma matéria escrita por Aristides Faria, meu amigo e colunista aqui do Costa do Sol Turismo.

Carlos Figueiredo

Segue a matéria:

Caros Amigos e colegas da Hospitalidade e da ABRH paulista,

Hoje (21/05) pela manhã tive uma grata surpresa ao ler o jornal A Tribuna, de Santos, litoral paulista. O caso é que a capa da publicação apresenta a matéria “Um passeio fascinante”, assinada pelo jornalista Luiz Fernando Yamashiro, com fotos de Nirley Sena.

O texto compartilha com o público a experiência do Projeto Visitação, do Núcleo de Jornalismo Ambiental de Santos e região, que tem coordenação da jornalista Catharina Apolinário. O objetivo da iniciativa é familiarizar os jornalistas com o meio natural, no caso com o manguezal, ecossistema característico da Região da Costa da Mata Atlântica.

A operacionalização deste tour foi realizada pela Caiçara Expedições, agência de Turismo Receptivo, na pessoa de Renato Marchesini e Renata Cruz, que são parceiros do Projeto Visitação. As imagens mostram as canoas canadenses utilizadas para realizar as atividades pelo estuário de São Vicente e Praia Grande, vejam os links a seguir.

A Caiçara Expedições é nossa parceira na concepção e realização do Treinamento EcoEmpresarial ao ar livre. Minha alegria é dupla, primeiro por que são profissionais de formação e carreira em nossa área de atuação, depois por serem fortes parceiros comerciais e grandes amigos. Tive a satisfação de participar desta saída. Realmente foi uma manhã abençoada, inesquecível! Valeu, moçada!


Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

Confiram aqui as publicações e imagens sobre a atividade:

Jornal A Tribuna aqui!

Blog 20 Anos Blues do Jornalista Eli Carlos Vieira aqui!

Blog [RH em Hospitalidade] aqui!

*Fotos: Nirley Sena.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Conflitos internos vs. externos

Aristides Faria

Não raro estamos congelados, sem saber exatamente qual rumo seguir. São situações diversas, tanto no aspecto pessoal quanto profissional, em que encontramo-nos presos a uma série de paradigmas. São conflitos, nem sempre reais, mas normais na vida de qualquer um.

Invariavelmente, ao decidir por um ou outro caminho, preterimos pessoas e/ou resultados. Normalmente, estes momentos dividem-se entre o imediatismo e a visão de médio e longo prazo. Conclui-se, então, que sempre que optamos por um rumo qualquer, deixamos pessoas ou resultados de lado, mas abraçamos outras pessoas e resultados em troca.

É interessante notar, pois, que nunca há escolha vazia. Em um primeiro olhar, trocamos “algo” por “nada”, mas, na verdade, trocamos este “algo” por outro “algo”. O destino pode ter nos reservado um “algo mais” ou “algo menos”, opte e verás.

Desconheço alguma técnica lógica para minimizar os riscos de uma decisão errada, não nos negócios, mas na vida pessoal. Em negócios, a grande sacada é o Planejamento Estratégico, que é basicamente estudar o histórico e as projeções, com base em determinados cenários. Não estou certo de que esta técnica seja aplicável à vida pessoal. É? Você aplicaria?

Em nossa vida pessoal há conflitos intensos, que vão além de índices, indicadores e referências do mercado. Trata-se de uma simbiose entre aspectos internos e externos que suplantam nossa capacidade de percepção. Já em termos profissionais há, sim, dados que subsidiam a decisão. Contudo, existem também fatores que fogem a nossa determinação. Na carreira em Turismo & Hotelaria um destes fatores é o elemento “comunicação”.

Já falei sobre o destaque que os processos seletivos vêm dando a aspectos ligados a habilidade de comunicação. A cada verão os currículos estão cada vez mais semelhantes e as habilidades técnicas equiparam-se. Neste sentido, comunicar-se bem passa a ser a chave.

Este “comunicar-se bem” também é relativo a estes conflitos internos vs. externos. Como? Entendo que saber media-los é o meio-chave para não permitir que eles venham a entorpecer sua tomada de decisão.

É uma Tendência do Turismo, mas, sobretudo, dos processos seletivos, a constante avaliação de sua habilidade de comunicação. Entra neste contexto a mediação de conflitos, que podem ser de várias naturezas: internos, externos, pessoais, éticos, interpessoais, religiosos. O certo é que são seus. “Com” ou “contra” “quem” ou “o que” eu não sei. Você sabe? Converse consigo e entenderás.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: O mundo interno

Por: Aristides Faria

Dia desses recebi um e-mail – daqueles que são repassados aos milhões – muito bacana que continha slides sobre os conflitos que existem no universo de nosso cérebro. Há uma música da banda Tribo de Jah que se chama Guerrilhas Mentais. A “novela das 9” está apresentando um rapaz vítima de esquizofrenia. Os workholics investem todo tempo e energia para, por certo, fugir dos compromissos e desafios da vida social. Enfim, são diversas as situações que comprovam existir um grande conflito em andamento dentro de cada um de nós.

Particularmente, concordo com isso. Não consigo ser diferente, pois vivo muitos destes conflitos em meu quotidiano. Em certa ocasião li uma matéria que se intitulava “Quem cuida do RH?”. Trata-se de uma reflexão interessante e intrigante. Perceba: se o gestor de pessoas orienta os procedimentos e balizas para o bom relacionamento dentro de determinada organização e orienta as pessoas a melhor caminhar pela trilha profissional, quem vem atrás deste profissional iluminando o seu caminho?

Realmente, sobra aos profissionais de RH pensar e conversar consigo mesmos. Qual o resultado disso? Um turbilhão de idéias, estratégias e pensamentos. Ao mesmo tempo, então, temos de pensar em nossos colegas e em nós mesmos. Os colegas foram escritos à frente propositadamente, pois é mesmo o que ocorre em nossa mente. Acredite. Não apenas por altruísmo, mas por profissão e vocação mesmo.

O relevante de todo este discurso introdutório é saber que uma forte tendência para o mercado de trabalho, também para o de turismo, é o destaque para profissionais que sabem expor seus medos, desejos, aspirações e carências (de carreira). Ou seja, busca-se pessoas que se conhecem e sabem quais seus pontos fortes e fracos, bem como os meios para saná-los.

Sempre comento que os currículos e as experiências estão cada vez mais equivalentes, assim, o diferencial passa a ser a “pessoa”. Confuso? Quando o selecionador recebe a solicitação de um candidato para uma vaga qualquer ele pensa em um “Ser” para sentar naquela cadeira. Depois disso, pensa em quais competências, habilidades e atitudes este “Ser” tenha de carregar. Logo, ele pesquisa e confirma (ou não) isso em currículos e entrevistas. Como o desempenho em currículos e entrevistas está cada vez mais equivalente e previsível, respectivamente, estes Seres/candidatos passam a ser analisados enquanto “pessoas”.

Bingo! Por isso que temos de investir no entendimento de nós mesmos e não apenas em cursos e vivências, muitas vezes, desprezadas pelas organizações. A carreira em Turismo & Hotelaria é craque nisso, inclusive.

Imagine um profissional que se graduou em Hotelaria no Brasil e passou dois anos morando na Inglaterra trabalhando em outras áreas para sustentar os custos de vida. É um cenário comum. Na volta ao país, com inglês fluente, ele não passa em processos seletivos para ingressar na hotelaria por não ter experiência em hotéis(?).

Ora, por que não se observa as habilidades de negociação, comunicação (em duas línguas), resolução de problemas e gestão que este indivíduo deve ter dentro de si? Como não valorizar a “pessoa” em detrimento do “profissional” e incentivar a “pessoa” a usar em sua rotina todo este acúmulo de experiência de vida?

Vamos lá, moçada, compartilhem suas impressões!


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: O mundo externo

Por: Aristides Faria

Comentamos em nosso último encontro sobre o que chamo de “motivação fundamental”, ou seja, sobre aquilo que lá em nosso coração nos faz perceber “motivo” para tomarmos determinada “ação”. Nesta oportunidade, gostaria de fazer algumas considerações sobre os elementos externos que fundem-se e criam o ambiente em que tomamos tais posições na vida. Vou me ater aos pertinentes ao trabalho e à carreira.

A administração da vida profissional deve ser uma tarefa empreendida por nós mesmos, enquanto donos da mesma. Isto significa afirmar que não podemos simplesmente “deixar a vida nos levar” e o mercado decidir quais os caminhos que percorreremos rumo ao sucesso. Se é que estaríamos, assim, seguindo esta direção.

O barco de nossa carreira deve ser orientado de acordo com os ventos que desejamos, no sentido que esperamos durante os anos em que habitamos o mercado de trabalho – e mesmo após sairmos dele, pensando na qualidade de vida que teremos após a aposentadoria.

Uma tendência inerente não só aos profissionais do turismo, mas também aos demais co-habitantes do mercado de trabalho globalizado é o aumento da expectativa de vida. Ou seja, a cada década, passamos mais tempo aposentados e a carreira toma menor proporção em nosso tempo de vida, literalmente. Por outro lado, note que passamos a ter menos tempo hábil para decidir qual e como será nossa carreira e definir como será nossa aposentadoria, cada vez mais longa.

Não obstante, aumentam também as opções de lazer e a importância do tempo livre. Entra em cena o profissional de turismo, cuja carreira é orientada para trabalhar enquanto os outros se deslocam (não gosto do chavão “trabalhar enquanto os outros se divertem”).

Seguindo este raciocínio, ganha importância o trabalho remoto, o que dá liberdade às pessoas deslocarem-se; cresce o tempo de não-trabalho e o convívio em família, o que notadamente prescinde de atividades de recreação das mais variadas naturezas. Talvez por conta disso e muito mais, diz-se que “Turismo é a profissão do futuro”. Até quando será do futuro e tornar-se-á do momento, do presente, do agora?

Citei alguns elementos do mundo externo, mas você deve procurar em silencio e total concentração a motivação que brota de dentro de você. Estas rápidas provocações sobre como o mundo externo ajuda-nos a movermo-nos são minha contribuição para que você olhe para o mundo interior e faça escolhas, tome sérias decisões. Estas, você perceberá, são pessoais e profissionais ao mesmo tempo. Acalme-se, temos tempo para isso. Jamais se precipite!

Ainda na mesma esteira da questão do tempo de vida, reitero que o profissional de vanguarda no segmento do turismo deve atentar tanto a estes fenômenos externos, quanto aos internos, latentes em seu coração. Em meu caso, paixão pelo que faço e a ambição de gravar meu nome na história das pessoas. Encontre a sua motivação e o que lhe faz sorrir, produzir mais e melhor. O que lhe tira do sofá?

Em nosso próximo encontro conversaremos sobre o mundo interno e dentro de duas semanas faremos algumas reflexões sobre os conflitos entre estes dois mundos. Compartilhe suas impressões e achados! Nossa discussão será sempre mais rica com a participação de nossos queridos leitores.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Motivos fundamentais

Por: Aristides Faria

Os profissionais de recursos humanos discutem há muito tempo sobre o que vem a ser “motivação”. Com este meio é provavelmente dominado por psicólogos, os debates tornam-se ricos em elementos para reflexão e permanentes revisões.

Isto é muito bom, pois faz com que o termo jamais congele-se e mantenha seu dinamismo. Talvez o melhor comparativo para esta constante discussão seja a questão dos “padrões de beleza”. Cada geração tem o seu modelo de par ideal, seja física ou emocionalmente.

É interessante perceber que tanto os conceitos de moral, quanto as definições de motivação variam em paralelo. Particularmente, gosto do mais simples deles, que julga ser “motivação” uma contração de “motivo para ação”.

Esta definição pode parecer tentar resumir, diminuir e instrumentalizar o debate e a reflexão. Contudo, penso que ele seja elementar e essencial a uma melhor compreensão do que parece ser a tal motivação.

Vamos compreender melhor o que seria este motivo para ação?
Enquanto bacharel em turismo gostaria de trabalhar no governo, aplicando todos os conceitos aprendidos e toda crítica que já desenvolvi intimamente em planos e programas de gestão pública do turismo. Assim, o que me motiva é a paixão e o desejo de marcar meu nome na história do país.

A vida me levou por outro caminho, ou melhor, a um paralelo: a hotelaria. Minha motivação continua a mesma, isto é, a paixão e o desejo de marcar meu nome – não na história do país, mas experiência turística dos hóspedes que tive a oportunidade de atender.

Hoje, atuo em outro mercado, mas com foco total nos mercados de Turismo & Hotelaria. Enquanto profissional de Recursos Humanos, prestando serviços pessoais e corporativos, continuo ainda com a mesma motivação: a paixão e o desejo de marcar meu nome na história – não na do país, tampouco nas de hóspedes, mas na de meus clientes e alunos, que são estudantes, bacharéis, desempregados, executivos e parceiros comerciais. Perceba que estes atores basicamente são o resumo do mercado de trabalho.

Motivação fundamental
Como visto, há um motivo essencial, fundamental para que eu continue a batalha diária. Concorda? Em verdade dois que complementam-se: paixão e desejo de marcar meu nome na história.

Paixão
É um elemento interessante e sempre presente na carreira de profissionais de destaque. A pessoa que faz o que gosta tende a investir energia positiva e muita dedicação, fazendo com que, eventualmente, uma carreira não tão rentável seja assim ao longo do tempo.

Nome na história
Um profissional apaixonado, dedicado e que investe energia positiva em um propósito tende a marcar seu nome na história. Muitas vezes, ajudar um colega que ficou desempregado trará mais satisfação do que ter seu nome homenageado como nome de rua, mas que seus moradores jamais saberão quem é ou foi você.

Pense nisso!


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Fortalecimento da confiança

Por: Aristides Faria

O acesso a informação e às múltiplas oportunidades de qualificação profissional crescem, assim como a popularização do ensino de boa qualidade, inclusive por meio da educação à distância, que equaciona as diferenças regionais de um país tão territorialmente amplo como o Brasil.

É uma tendência do ensino em turismo e da educação profissional, aquela que acontece dentro das organizações, proporcionar mais e melhores oportunidades de renda, emprego e trabalho. Neste sentido, larga na frente o profissional que, independentemente das crises cíclicas da economia, continuar a investir fortemente em sua qualificação para o mercado de trabalho.

Neste cenário, fica evidente que os currículos equiparam-se, ou seja, o acesso a cursos e à informação populariza-se, o que torna os profissionais bastante semelhantes em determinados pontos de análise curricular.

O que é, então, um diferencial competitivo?

Relacionamentos. A boa qualidade dos relacionamentos pessoais no ambiente de trabalho – e mesmo fora dele – são o fator de diferenciação atualmente.

Convenciona-se chamar a isto de Competência Social. Em resumo, é a maneira como o profissional se relaciona com seus pares, subordinados e superiores. A análise parece simples, mas deve-se atentar ao fato de que este ambiente de convívio muda. Hoje, torna-se fácil perceber isto por conta da crise econômica.

Por exemplo: Você é um Agente de Viagens. Imagine que, em virtude da queda abrupta no faturamento de sua agência, haverá redução no número de Agentes. Até então, toda a equipe de sete colaboradores estabeleceu relacionamentos cooperativos, colaborativos e de confiança. Surge um boato, que não confirma-se depois de um certo tempo!

Um nome é colocado na berlinda. De quem? Daquele que apresenta vendas menos expressivas ou deste que está tensionando o ambiente de trabalho e promovendo tal rumor? Pense nisso!

Segundo Child e Faulkner (1998, p.51), o elemento “confiança” nos relacionamentos torna-se real e é fortalecido por meio da combinação de três fatores: interação social – que é em outras palavras esta Competência Social –, afinidade cultural entre as pessoas – idioma, valores – e a presença de normas e sanções por parte das organizações que ambientam tais relacionamentos (seja uma só ou uma parceria entre diversas).

Os profissionais de Recursos Humanos têm agora trabalho em dobro, isto é, além de investir fortemente em treinamento & desenvolvimento e em planos de carreira, têm de desenvolver métodos e estratégias de recrutamento, seleção e retenção de talentos.

A tendência do turismo, em termos de gestão de pessoas, é a promoção do capital intelectual, o fomento a inovação e o desenvolvimento contínuo dos talentos tanto da própria empresa, quanto dos parceiros.

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Confiança e desenvolvimento coletivo

Por: Aristides Faria

Recentemente escrevi um artigo para outra coluna que desenvolvemos no blog [RH em Hospitalidade] sobre o abismo que existe entre as “tendências” e a “vida real” do mercado de trabalho. Venho refletindo bastante sobre o assunto, sobretudo depois que iniciamos esta parceria com o blog Costa do Sol Turismo.

O que me fez reavaliar algumas iniciativas foi o fato de ter sido desmotivado por um professor, altamente titulado, que administra uma lista de discussão em nossa área de atuação, a compartilhar oportunidades de trabalho em navios de cruzeiro.

Desenvolvo uma parceria, que não é comercial (e ainda que fosse), com uma agência de recrutamento de São Paulo (SP). Somos parceiros e amigos, por isso passei aos membros de tal lista – professores, principalmente – algumas vagas de trabalho, com o objetivo de que estas alcancem alunos e demais interessados em nosso segmento. Fui desmotivado a fazer isso por que eles “não têm interesse em mensagens com tal conteúdo”. “Eles” podem não ter, mas os diversos alunos que entraram em contato certamente possuem.

A base de nossa coluna “Tendências do Turismo” são os relacionamentos humanos, aliás a boa qualidade dos relacionamentos interpessoais que precisamos desenvolver ao longo de nossas carreiras. Percebo, contudo, que conceitos/tendências como networking, trabalho colaborativo e (por quê não?) solidariedade e compaixão no trabalho, são deixados de lado muitas vezes.

Conforme Child e Faulkner (1998, p.50), “o discernimento inerente a confiança baseada em reavaliações, compreensão e identidade abre uma janela no sentido da evolução qualitativa da confiança no relacionamento, que é integrado ao processo evolutivo da cooperação”. Os autores referem-se justamente a este momento o qual citei: reavaliação. Todo relacionamento – pessoal ou profissional – prescinde de feedback, informação sobre seu desenvolvimento para que possa ser reorientado a um futuro melhor.

Relacionamentos comerciais demandam confiança como tratamos há algum tempo em nossa coluna. O sucesso de longo termo e a manutenção da cooperação em nossas parcerias estão ligados diretamente a confiança e a boa vontade com que lidamos com as pessoas ao nosso redor.

Um “Educador” que limita o compartilhamento de oportunidades de trabalho e renda certamente troca tendências com networking, trabalho colaborativo e (por quê não?) solidariedade e compaixão no trabalho por vaidade e egoísmo. Certifique-se de jamais fazer o mesmo!

A gestão de nossa carreira deve basear-se em valores e comportamentos. A diferença curricular é decresce, as oportunidades de acesso ao ensino (cada vez mais um produto) aumentam e, assim, os profissionais se parecem cada vez mais.

Diferenciam-se, entretanto, aqueles com competências sociais mais refinadas. Estas seriam a facilidade em trabalhar em equipe, o prazer em compartilhar informações e auxiliar no desenvolvimento dos colegas, por exemplo. Convido-lhe a fazer a diferença! Sempre!

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Confiança e cooperação

Por: Aristides Faria

O Anfitrião Profissional, ou seja, aquela pessoa que desenvolve sua carreira em negócios ligados ao segmenta da hospitalidade comercial, depende essencialmente da cooperação para obter sucesso no logro de seus objetivos. A qualidade da ligação comercial entre empresas e pessoas (que compõem tais organizações) define quão bem sucedido será o profissional.

O ponto-chave aqui não é a ascensão linear, mas o aprendizado organizacional e o amadurecimento experimentado por quem compartilha tanto os louros, quanto os deslizes da carreira. É interessante perceber que, ao tratar da cooperação, naturalmente toca-se na questão da confiança.

A cultura brasileira tende os relacionamentos profissionais ao lado emocional, pessoal. Contudo, deve-se ter cuidado aí, afinal, o mundo dos negócios tem de ser balizado por ética e honestidade e não pela paixão que se vive em outros campos da vida. Isto quer dizer que, por serem parceiros comerciais, dois gestores de hotéis não têm, necessariamente, que ser amigos.

A compreensão de confiança necessária aqui é, na verdade, uma estritamente comercial. Esta, por sua vez, não tem menos valor do que uma confiança passional e pode ser resumida como ética.

É pertinente citar a visão de Child e Faulknet (1998, p.46), que afirma ser a “confiança um risco, por definição, por que, sem alguma incerteza pairando sobre o relacionamento ou parceria, ela não seria lembrada”. Faz todo sentido se voltarmos às reflexões anteriormente levantadas. Afinal, entendendo a confiança como uma ética, que somente aflora em momentos de incerteza, o ato de confiar passa a ser um novo elo da corrente/parceria.

A incerteza de que tratam os autores norte-americanos é diferente daquela com a qual estamos acostumados a referenciarmos no contexto brasileiro, justamente por nosso aspecto até afetivo de fazer negócios. Assim, a confiança de que tratam os mesmos é também diferente. É uma confiança resumida, como visto, na ética. É um comportamento que não diz respeito a quem se dirige, mas simplesmente existe por ser uma ética necessária.

Surge neste cenário o “jeitinho brasileiro”. É uma situação em que um recepcionista deixa um hóspede habituè receber uma garota de programa sem que esta seja identificada na recepção para que este, por exemplo, não pague por mais um hóspede em seu apartamento, conforme as normas do hotel. Desta situação simples e de certo modo corriqueira, fica fácil perceber que vai por água a baixo a confiança/ética e a parceria que um gestor deve estabelecer com seus colaboradores.

Após todas estas reflexões, fica patente que uma forte tendência do turismo é o desenvolvimento sustentável da carreira baseado em valores e em comportamentos éticos. Planejar cada passo a ser dado e traçar uma estratégia competitiva são fatores determinantes ao sucesso de um Anfitrião Profissional.

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.

Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: O significado da confiança

Por: Aristides Faria

O profissional que orientar sua carreira com base em valores e comportamentos tenderá a ter sucesso. Tal afirmativa é um clichê, entretanto, mais verdadeiro do que nunca. Desde sempre, relacionamentos baseados em valores tenderam ao longo termo e ao sucesso compartilhado.

Cito estes dois valores – que parecem distantes –, pois os julgo bastante próximos. Suas atitudes, comportamentos realizam-se com base nos valores que escolheu – ou foi induzido a tal – e carrega consigo, ainda que sem perceber. Mentir, fofocar e caluniar provavelmente não fazem parte dos atos de alguém que orienta sua vida com base, por exemplo, em um valor como compaixão, ao passo que ser voluntário em alguma ação social promovida pela empresa faz.

Já tratamos em nossa coluna Tendências do Turismo sobre a questão da confiança. O pano de fundo de nossos artigos fundamenta-se no trabalho colaborativo e no estabelecimento de alianças profissionais com interesse genuíno pelo sucesso mútuo.
Confiar em nossos parceiros, amigos e familiares soa bastante natural. É o que esperamos de nossos relacionamentos mais próximos, sobretudo, em uma cultura calorosa e hospitaleira como a nossa. Há muitas definições e percepções sobre o que vem a ser esta tal confiança. Todas estas parecem convergir em alguns pontos como:
• A confiança entre parceiros os deve deixa-los mais à vontade para partilhar informações e informar suas ações e atividades a estes parceiros;
• Confiança mútua deve fazer o investimento de recursos (assim como tempo e esforços, energia) mais seguro aos parceiros, gerando ganhos igualmente mútuos;
• A confiança deve reduzir a tentação de ambas partes tirarem vantagem uma da outra simplesmente por conta da benevolência que a confiança, enquanto um valor, representa.
(CHILD e FAULKNER, 1998, p.46)

Mais uma das tendências para os “Anfitriões Profissionais”, aqueles que trabalham em serviços de hospitalidade, é tornar-se confiável, compartilhando segurança e credibilidade em seus relacionamentos. Você já teve, certamente, a impressão de que não podia contar com uma pessoa quando a “hora da verdade” chegasse. É disso que estou tratando.

Faça com que seus colegas, pares e subordinados tenham a impressão que você estará lá quando o mais complexo desafio surgir. Há um interessado dito popular que diz: “quando o navio começa afundar, os ratos são os primeiros a se lançarem ao mar”. Pense nisso!

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Perspectiva Organizacional

Por: Aristides Faria

Estou passando por uma fase – longa por sinal – de formatação e consolidação de meu negócio. Trata-se de uma consultoria na área de Recursos Humanos com foco nos mercados de Turismo & Hotelaria. É o que chamamos de “fase de planejamento”.

Há um ditado popular que compara os brasileiros aos japoneses e diz algo como “brasileiros planejam por três meses e executam em nove, enquanto japoneses planejam por nove meses e executam o projeto em três”. Acrescentaria que ao realizar em menos tempo, gastamos por menos tempo também. Além disso, muitos outros compromissos encerram-se com o fim da execução.

Estou sendo bastante generalista em minhas considerações, pois esta lógica vale para todo e qualquer ambiente organizacional. Perceba que “organizacional” sobrepõe “empresarial”. Passamos a considerar todos ambientes de socialização que demandam algum tipo de organização e regulamentos.

Estes regulamentos (leis, códigos de conduta, declarações de ética e similares) podem ser escritos ou não, e podem também ser objetivos ou subjetivos. Seria mais interessante e claro para todos se estas normas fossem escritas para o entendimento coletivo e de acesso irrestrito. Temos de saber em qual ambiente estamos trabalhando e nos relacionando. Assim é feito nos esportes. Concorda? Ou cada partida de basquete tem regras diferentes – e que os atletas/colaboradores não sabem quais serão?

O objetivo de nosso texto é comentar a perspectiva organizacional da cooperação. Estou vivendo isto bem neste momento gerencial, de planejamento. Venho cooptando parceiros dos mais diversos locais do Brasil e das mais variadas origens. Este é o lado bacana de trabalhar baseado na web. Não se trata de comércio eletrônico, então estamos em um nível intermediário de virtualização. Este índice vai da nula virtualidade (atendimento direto ao cliente no balcão) e até a plena virtualidade (compra de um software pela web, mas em que a entrega acontece via download, não havendo qualquer contato com a empresa, os atendentes e o produto). Isso é um assunto muito interessante, mas valerá mais para outra ocasião!

Bem, a questão é que conforme Child & Faulkner (1998, p.34), esta perspectiva organizacional da cooperação engloba três aspectos:

• As alianças entre organizações e/ou profissionais dependem da união de recursos dos mais variados tipos e o estabelecimento claro dos direitos e deveres é fundamental para evitar atritos ou prejuízos para qualquer dos lados. Além de clichê, a planificação dos citados regulamentos é essencial à boa convivência;
• Não existe receita pronta para a gestão de uma parceria, de uma aliança. Cada ocasião tem de ser entendida como única e seu(s) membros devem esmerar-se em evitar vícios e jamais responder a novas perguntar com soluções antigas (que até tiveram sucesso anteriormente, mas que podem não funcionar mais);
• A cooperação e o trabalho colaborativo dependem de confiança mútua. Em nosso último artigo comentamos sobre a soma de comprometimento e confiança. Confira o link para compreender melhor este terceiro aspecto.

Finalizo afirmando que uma forte tendência do turismo, bem como de muitas outras áreas do conhecimento, é o trabalho colaborativo. A soma de nossos esforços não pode ser uma colcha de retalhos, mas um harmônico emaranhado de fios que impede perceber diferença entre nós. Esta é a essência da perspectiva organizacional! Atue tão fortemente ligado a seus parceiros e confie tanto em vossa parceria que uma hora tornar-se-á impossível distingui-los.

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.


Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: Perspectiva Gerencial

Por: Aristides Faria

Quando tratamos de organizações, a decisão da estratégia a seguir vem de cima. Isso é normal e natural, pois decisões mais “pesadas” devem nascer do cerne daqueles que tem mais experiência e, talvez, competência para tal. Entretanto, quando estamos pensando sobre a estratégia que nossa carreira deverá adotar estamos, normalmente, sozinhos para fazê-lo. Aqui já podemos perceber que há dois tipos de solidão e de conseqüências também. Vamos comentar primeiro a questão da solidão.

Solidão gerencial: trata-se dos momentos em que o pessoal que está no topo das organizações tem de tomar decisões e assumir riscos sozinhos. Não há com quem compartilhar nem os medos do fracasso ou a ambição exagerada (ganância até). Sonhamos sempre em ocupar estes cargos, mas nunca somos alertados da solidão que acompanha o poder.

Solidão profissional: este tipo de solidão, em verdade, acomete àqueles que trabalham de maneira autônoma na gestão de suas carreiras. Podem ser empregados ou professores, consultores e palestrantes. A questão não é a atividade fim do profissional, mas a posição que ele assume na administração de sua carreira. Condutor ou conduzido?

Já comentamos em nossa coluna “Tendências do Turismo” que todo profissional da Hospitalidade necessita fervorosamente de contatos, bons e genuínos contatos. Isso vai muito além do interesse, mas não precisa chegar até a amizade ou afetividade. Quero dizer que gerenciar sua carreira e seus contatos é uma responsabilidade sua, muitas vezes assumida em solidão e que demanda energia positiva – o que não se encontra em relacionamentos não baseados na genuinidade de interesses.

A abordagem de Child & Faulkner é interessante. Eles elegem dois adjetivos para fazer referência a esta questão da boa qualidade dos relacionamentos inter-pessoais. Segundo os autores

Comprometimento e confiança são atitudes-chave mais sólidas associadas ao sucesso das alianças cooperativas. Nenhum acúmulo de energia e clareza nos objetivos pode compensar a sua ausência. É importante notar que comprometimento pode existir sem confiança e que esta pode existir sem o primeiro, mas ambos são necessários para um relacionamento estável e perene (1998, p.06).

Percebe-se, então, que comprometimento com as tarefas e com as pessoas é imprescindível. Verifica-se, ainda, que confiança em si e em nossos pares, superiores e sobordinados faz a diferença. Comprometimento e confiança juntos nos levam a um caminho estável e perene de sucessos. Vamos às conseqüências, então.

Conseqüências gerenciais: ao ocupante do cargo mais elevado da organização, compartilhar medos, receios e aspirações íntimas podem provocar reações adversas, ao contrário das esperadas e arranhar a reputação construída ao longo dos anos. Se estiver cercado de pessoas em quem confia, este processo tende a ser menos áspero e as responsabilidades compartilhadas.

Conseqüências profissionais: se você tomar decisões erradas na carreira colherá os frutos disso em solidão. Estará atirando contra os próprios pés. Contudo, os reflexos irradiam para seus pares, superiores e subordinados. Lembre-se disso!

Da próxima vez em que for pensar sua estratégia. Comprometa-se com esta tarefa e se cerque de pessoas que dividem confiança com você. O fardo será mais leve e as conseqüências – aplausos ou vaias – serão divididos sem maiores problemas.

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.

Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Coluna > Tendências do Turismo: perspectiva desportiva

Por: Aristides Faria




O sucesso da carreira de todo profissional do setor de Turismo & Hotelaria depende essencial e fundamentalmente das pessoas. Costumo usar o termo “públicos de interesse” para fazer referência a todos os grupos de pessoas que decidem por nosso sucesso ou fracasso.

Este princípio gerencial vale tanto para empresas, quanto para nós profissionais. Estamos conversando sobre os “profissionais”, ou seja, aqueles que têm formação em nosso campo de atuação, independente do nível educacional. Por exemplo, pense em um Técnico em Turismo, que estuda para iniciar sua carreira na área operacional de empresas do segmento. Podemos enumerar alguns desses públicos de interesse da seguinte maneira: ex-colegas de turma, ex-chefes (aquele que ofereceu a primeira oportunidade de estágio – por mais precária que tenha sido), ex-professores e orientadores, empregadores atuais, colegas de trabalho e clientes habituès.

Deixei esta categoria de clientes para o final propositalmente. Usei um termo técnico, que vem do francês também por querer. Bem, são clientes que estão em sua empresa regularmente. A diferença é que em um hotel, por exemplo, o ato de hospedar-se e confiar em seus serviços e produtos carrega muitas subjetividades. Você deve concordar ser nobre carregar a responsabilidade de zelar pela alimentação, pelo sono, pelos negócios, pela saúde, pelo lazer e pelo entretenimento das pessoas que optaram por seu meio de hospedagem, não? Certamente! Isto é Hospitalidade. Isto é ser um Anfitrião Profissional!

Conforme Child & Faulkner (1998, p.02),
A estratégia competitiva tende a focar em um mercado ou produto específico. Muitas empresas [e profissionais], entretanto, miram – ou poderiam fazê-lo – diversos negócios e praças. Então surge a questão: em quais negócios, mercados e praças deve uma organização [e um profissional] estar e como agir para conseguir isto?

Os autores não respondem a esta questão final, mas dão algumas diretrizes interessantes sobre o assunto. Primeiro eles nos dizem para refletirmos sobre nossa missão e objetivos. Você ainda não tem uma “Declaração de Missão”? Faça uma o mais rápido possível e escreva seus objetivos aonde possa vê-los com freqüência. Depois, perceba a cooperação enquanto um meio de compartilhamento de recursos, riscos e realização de projeções. É a soma de competências e a divisão dos louros. Em terceiro lugar, eles nos sugerem compreender a cooperação não como uma alternativa, mas enquanto uma oportunidade de podermos competir mais efetivamente.

Ora, a perspectiva desportiva da qual trata o título de nosso artigo refere-se à estratégia competitiva. A carreira é um jogo de xadrez. Para obter sucesso ou ao menos retardar o fracasso frente a um player mais inteligente – não necessariamente mais forte –, como visto, é preciso estar com as pessoas e ser acessível a elas. Seja pró-ativo e note os demais – todos eles – enquanto parceiros. A carreira é um jogo... cooperativo e que demanda muita paciência e sabedoria para ser jogado.

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.

Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Coluna: Tendências do Turismo - Perspectiva Econômica da Cooperação

Por: Aristides Faria
A primeira fase do desenvolvimento de nossa coluna “Tendências do Turismo” – publicação simultânea entre os blog’s Costa do Sol Turismo e [RH em Hospitalidade] – que tem a duração de um mês, será marcada pelas considerações acerca daquilo que é a cooperação organizacional dentro de nosso segmento de atuação: Turismo & Hotelaria.
Antes de tudo é interessante apresentar o conceito central de nossa idéia e definir o que entende-se por “Estratégia Cooperativa”. Segundo Child & Faulkner (1998, p.01),

"Estratégia Cooperativa é um empenho feito por organizações [e profissionais] a fim de realizar seus objetivos por meio da cooperação com demais organizações [e profissionais] ao invés da competição. Ela foca nos benefícios que podem ser alcançados por meio da cooperação e no “como” administra-la para obter tais benefícios. Uma Estratégia Cooperativa pode proporcionar vantagens significativas para as organizações que estão momentaneamente deficientes em determinadas competências ou recursos para assegurarem os referidos benefícios por meio de links com outras empresas [e profissionais], complementando competências ou atributos; ela pode, ainda, oferecer acesso facilitado a novos mercados, além de oportunidades para a sinergia e o aprendizado mútuos."

É interessante perceber que o conceito levantado aplica-se tanto a organizações – públicas, privadas ou do terceiro setor – quanto a profissionais autônomos. Aplica-se, ainda, àqueles que tomam a rédea da gestão de suas carreiras e não as deixam nas mãos de seus empregadores. Eis uma das grandes tendências do mercado de trabalho (não só em Turismo & Hotelaria).
Vale ressaltar que a tendência do “fim dos empregos” começa a desenhar-se já nos bancos escolares. O sintoma inicial é o aumento da quantidade e da qualidade dos cursos técnicos e das graduações tecnológicas em detrimento dos cursos normais de formação superior. Um segundo sintoma é a inserção precoce destes egressos no mercado de trabalho, a fim de antecipar este contato e mitigar os choques naturais deste momento de transição.
Recentemente conheci um profissional de Porto Alegre (RS) que matriculou-se em um curso de formação de Guias de Turismo. Só no primeiro módulo são cerca de 30 alunos. Além destes há outros que já estão em estágio mais avançado, cursando os módulos nacional e internacional. Todos encerrarão o curso aproximadamente ao mesmo tempo. Passarão a concorrer em um pequeno raio de abrangência geográfica neste mesmo tempo. E agora?
Entre uma conversa e outra, comentei a questão da rede de contatos. Disse que o quanto antes ele começasse a fazer contatos na área – já que meu amigo nunca trabalhou em turismo antes – e pensasse desde logo na formatação de um plano de marketing pessoal. Obviamente esta estratégia não é para resultados imediatos, mas penso que ao momento em que sua formação estiver concluída, sua rede de contatos e sua marca também estarão prontos para assinar contratos.
Esta é a perspectiva econômica da Estratégia Cooperativa! Desenvolver, com interesse genuíno nas pessoas e seus atributos, parcerias duradouras que tragam benefícios e aprendizados mútuos. Pense em você enquanto uma organização e jamais deixe que gerenciem sua carreira por você. Peça ajuda e orientação, mas nunca tire as mãos da direção do carro que o conduz a seus sonhos.

Referência:
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies os Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.

Aristides Faria assina a coluna "Tendências do Turismo" no Blog Costa do Sol Turismo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Coluna: "Tendências do Turismo": Apresentação

Por: Aristides Faria

Estamos dando início a um novo projeto, trata-se de uma parceria bastante promissora entre os blogs “Costa do Sol” e [RH em Hospitalidade]. O primeiro deles é editado pelo Escritor Carlos Figueiredo, já o segundo é desenvolvido por mim, Aristides Faria. Nosso primeiro contato aconteceu via Orkut e o segundo via e-mail. São os vieses da desterritorialização da comunicação nos negócios.
Quase que profeticamente o Carlos – enquanto escrevo o texto ele ainda não sabe disso – apresentou-me a missão de nossa coluna/parceria. É a seguinte: “comentar e analisar as atuais exigências do mercado de trabalho no turismo de modo geral, e como isso impacta nos profissionais, chegando com isso a conclusões de futuras tendências do mercado”. Há meses venho pensando em desenvolver algum trabalho neste sentido.
Venho atuando há cerca de dois anos como Consultor Independente na área de Gestão de Recursos Humanos como foco no mercado de Turismo & Hotelaria. Nosso projeto, iniciado enquanto o referido blog, chama-se [RH em Hospitalidade]. Meu propósito profissional é assessorar pessoas no desenvolvimento de suas carreiras e, parodiando nosso Editor, “analisar as atuais exigências do mercado de trabalho no turismo de modo geral” é um dos meios para tal. Agradeço em público ao Carlos pela oportunidade e pelo empurrãozinho!
Neste primeiro texto gostaria de apresentar esta parceria e o conteúdo que pretendo abordar semanalmente às quintas-feiras. Aliás, vou me esmerar em trazer números, notícias e reflexões sobre a formação e a carreira dos profissionais do Turismo, o que convenciono chamar de “Anfitriões Profissionais”. O que acham?
A participação de nossos leitores é fundamental ao sucesso de nossa proposta, afinal esta é a essência da “blogosfera” – universo dos blogs. A comunicação na pós-modernidade é marcada pela possibilidade de experimentarmos o “lado de lá”, ou seja, o lado da produção. Isto quer dizer que após lermos uma notícia ou um artigo, por exemplo, podemos produzir comentários e compartilhar nossas impressões sem a centralização, pudor e censura de anos atrás. É o que se convencionou chamar de Web 2.0. Mas isso é assunto para outro texto...
Aparentemente são assuntos desconexos, mas todos têm uma lógica importante dentro do desenvolvimento de nossas vidas pessoais e profissionais. Todo este roteiro tem um propósito e vai lhe ajudar em um momento ou outro. Acreditem! Vamos ao conteúdo programático dos próximos seis meses.
Conteúdo Programático
• A natureza da cooperação no turismo: Perspectiva econômica; Perspectiva desportiva; Perspectiva gerencial; Perspectiva organizacional.
• Confiança: O significado da confiança; Confiança e cooperação; Confiança e desenvolvimento coletivo; O fortalecimento da confiança.
• Motivação: Motivos fundamentais; O mundo externo; O mundo interno; Conflitos internos vs. externos.
• Parceria: A aliança cooperativa; Seleção dos parceiros; Formação das parcerias; Socialização.
• Networking: Rede de relacionamentos; Poder e confiança; O poder dos relacionamentos; A corporação virtual: leis não-escritas.
• Negociação e valoração: Aliança em negociações; Os processos de negociação; Valoração; Parcerias e contribuições na valoração.